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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Educação Infantil, direito de quem?

Fonte: Jornal do Bairro 01 a 15/04/2013 pg. 6

Tomando a reportagem acima como texto base, construímos o seguinte pensamento:

Durante muitos anos a Educação Infantil foi encarada como uma ação de atendimento as necessidades biológicas das crianças. Ocorre que entre o surgimento das creches na cidade de São Paulo, por volta da década de 1970, oriundo do movimento de mães que precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar os seus filhos e as instituições atuais (hoje em São Paulo chamadas de CEIs) passou-se a encarar essa fase da educação, a chamada Educação Infantil de forma totalmente diferente.
A criança deixou de ser a esponja seca, a tabula rasa, a folha em branco, para se tornar ator social, que participa, mesmo que de forma indireta da construção da sociedade.
Isso posto, alguns pais ainda acreditam que a creche que teve o termo moldado na palavra francesa CRÈCHE, que é sinônimo de manjedoura (lembrando o nascimento de Jesus Cristo, que ao nascer teria sido colocado em uma manjedoura [Cf. Lc 2,7]),  ou conforme consta no site http://origemdapalavra.com.br/arquivo-perguntas/2010/11/page/6/ a palavra creche tem como significado "asilo para crianças", e foi utilizada pela primeira vez pelo Padre Oberlin, que fundou no ano de 1767 a Escola do Tricô ainda são espaços onde seus filhos entram apenas para serem “depositados” e ficam brincando, soltos e sem compromisso. Ocorre, entretanto, que mesmo no brincar do CEI (e não Creche) o educando esta absorvendo conhecimentos que lhe serão valiosos nos anos futuros.
Cabe aos CEIs e seus educadores (hoje para se trabalhar na Educação Infantil é preciso de licenciatura especifica) preparar esses educadores seus jovens cidadãos (de zero a três anos) para o convívio social e progressão escolar.
Outro erro muito presente na nossa sociedade é achar que a criança até seis anos de idade (ingressando no primeiro ano do ciclo básico) esta na PRÉ-ESCOLA ou seja algo que ainda não é escola. Como foi dito, no caso das creches, a Educação Infantil (que vai até seis anos) não é uma pré-escola, e sim uma fase muito importante da educação das crianças. Assim não é pré, que se prepara para o pôs e sim parte da educação da criança. O antigo Jardim é hoje a EMEI (no caso da cidade de São Paulo) ou seja Escola Municipal de Educação Infantil ou a EMEB (no ABC da área Metropolitana de São Paulo), Escola Municipal de Educação Básica, mesmo termo utilizado para a educação básica, sem diferenças no sistema.
Assim, vale lembrar, que a educação até será lapidada pela escola, mas essa semente precisa ser lançada pela família. A Educação Infantil, entretanto deve sempre cuidar para que a criança aprenda, de forma lúdica, brincando e não na forma tradicional. Da mesma forma observamos propostas que colocam a criança dentro da escola todos os períodos do dia e até da noite, sem que exista recesso, feriado ou noite. Essa proposta lembra a cultura grega antiga, onde as crianças eram entregues ao Estado com seis anos, e era formada como guerreiro. Ela não voltava mais ao convívio da família. Será que muitas vezes, quando queremos que a Escola cuide dos nossos filhos no final de semana, nas férias e recesso escolar, e no período da noite, não estamos querendo entregar nossos pequenos a responsabilidade do Estado?
Hora, a Educação Infantil, incluindo os CEIs (ou creches) deve prever a guarda compartilhada da criança com a família, caso contrário formaremos indivíduos sem personalidade.

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