Fonte: Jornal do Bairro 01 a 15/04/2013 pg. 6
Tomando a reportagem acima como texto base, construímos o seguinte pensamento:
Durante muitos anos a Educação Infantil foi encarada como uma ação de
atendimento as necessidades biológicas das crianças. Ocorre que entre o
surgimento das creches na cidade de São Paulo, por volta da década de 1970,
oriundo do movimento de mães que precisavam trabalhar e não tinham com quem
deixar os seus filhos e as instituições atuais (hoje em São Paulo chamadas de
CEIs) passou-se a encarar essa fase da educação, a chamada Educação Infantil de
forma totalmente diferente.
A criança deixou de ser a esponja seca, a tabula rasa, a folha em branco,
para se tornar ator social, que participa, mesmo que de forma indireta da
construção da sociedade.
Isso posto, alguns pais ainda acreditam que a creche que teve o
termo moldado na palavra francesa CRÈCHE, que é sinônimo de manjedoura
(lembrando o nascimento de Jesus Cristo, que ao nascer teria sido colocado em
uma manjedoura [Cf. Lc 2,7]), ou
conforme consta no site http://origemdapalavra.com.br/arquivo-perguntas/2010/11/page/6/
a palavra creche tem como significado "asilo para crianças", e foi
utilizada pela primeira vez pelo Padre Oberlin, que fundou no ano de 1767 a
Escola do Tricô ainda são espaços onde seus filhos entram apenas para serem
“depositados” e ficam brincando, soltos e sem compromisso. Ocorre, entretanto,
que mesmo no brincar do CEI (e não Creche) o educando esta absorvendo
conhecimentos que lhe serão valiosos nos anos futuros.
Cabe aos CEIs e seus educadores (hoje para se trabalhar na Educação
Infantil é preciso de licenciatura especifica) preparar esses educadores seus
jovens cidadãos (de zero a três anos) para o convívio social e progressão
escolar.
Outro erro muito presente na nossa sociedade é achar que a criança até seis
anos de idade (ingressando no primeiro ano do ciclo básico) esta na PRÉ-ESCOLA
ou seja algo que ainda não é escola. Como foi dito, no caso das creches, a
Educação Infantil (que vai até seis anos) não é uma pré-escola, e sim uma fase
muito importante da educação das crianças. Assim não é pré, que se prepara para
o pôs e sim parte da educação da criança. O antigo Jardim é hoje a EMEI
(no caso da cidade de São Paulo) ou seja Escola Municipal de Educação Infantil
ou a EMEB (no ABC da área Metropolitana de São Paulo), Escola Municipal de
Educação Básica, mesmo termo utilizado para a educação básica, sem diferenças
no sistema.
Assim, vale lembrar, que a educação até será lapidada pela escola, mas
essa semente precisa ser lançada pela família. A Educação Infantil, entretanto
deve sempre cuidar para que a criança aprenda, de forma lúdica, brincando e não
na forma tradicional. Da mesma forma observamos propostas que colocam a criança
dentro da escola todos os períodos do dia e até da noite, sem que exista recesso,
feriado ou noite. Essa proposta lembra a cultura grega antiga, onde as crianças
eram entregues ao Estado com seis anos, e era formada como guerreiro. Ela não
voltava mais ao convívio da família. Será que muitas vezes, quando queremos que
a Escola cuide dos nossos filhos no final de semana, nas férias e recesso
escolar, e no período da noite, não estamos querendo entregar nossos pequenos a
responsabilidade do Estado?
Hora, a Educação Infantil, incluindo os CEIs (ou creches) deve prever a
guarda compartilhada da criança com a família, caso contrário formaremos
indivíduos sem personalidade.

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